Telepatia e telecinésia: isso existe?


Falar com as pessoas por pensamento e mover objetos com a força da mente: quem nunca quis fazer – ou melhor, nunca tentou fazer isso – que atire a primeira pedra.

Assuntos como telepatia, que é justamente a capacidade de se comunicar com outros seres utilizando apenas o nosso pensamento, ou a telecinésia (o poder de mover objetos sem o contato físico, apenas com a mente) se tornam pauta de muitas conversas, sejam elas científicas ou de uma mesa de bar.

Mas afinal… isso tudo que é mostrado nos filmes de Hollywood, onde objetos e pessoas são estraçalhados com o poder do pensamento, e onde a comunicação reina no plano mental… será que isso tudo é verdade? É possível se comunicar com outras pessoas utilizando apenas a nossa mente? O poder da telecinese existe ou não existe?

O ponto de vista religioso

Muitas religiões, incluindo o espiritismo e o budismo, falam sobre poderes de clarividência, telepatia e mediunidade. O espiritismo afirma que é possível nos comunicarmos com espíritos – e por consequência, com outras pessoas – utilizando a nossa mente. Já o budismo afirma que é possível elevar o poder mental ao máximo, sendo possível utilizar faculdades telepáticas e de telecinese (através da flutuação do corpo, por exemplo) apenas com a prática constante da ioga. São vastos os relatos de ambas as religiões acerca desses dois assuntos, mas tudo parece estar submerso em um “segredo” não acessível para quem não se adentrar a fundo nos ensinamentos destas religiões.

O que a ciência acha

Há muitas décadas, muitos cientistas e profissionais têm conduzido experiências para obter provas reais da existência dessas faculdades mentais.

Há quase 100 anos por exemplo, na década de 20, cientistas da extinta União Soviética conduziram uma série de estudos com uma dona de casa que se dizia capaz de mover objetos apenas com a força da mente: o seu nome era Nina Kulagina.

Nina era uma russa de 33 anos de idade, e afirmava que tinha herdado de sua mãe o poder da telecinésia. Segundo ela, quando sua mãe ficava com raiva, os objetos em sua casa começavam a se mover. Nos estudos conduzidos pelos cientistas russos, Nina deveria mover objetos sem tocá-los, e várias experiências eram feitas em diversos ambientes e adversidades (por exemplo, mover objetos enclausurados em uma redoma de vidro/plástico, para provar a inexistência de contato físico ou correntes de ar, ou ainda: parar o coração de um anfíbio, sem tocá-lo). Nestas experiências, seus batimentos cardíacos chegavam à inusitada marca de 240 bpm, fato este que mais tarde lhe causou um infarto fulminante devido ao seu constante esforço nas experiências, e consequentemente à morte.

Veja um vídeo de Nina Kulagina movendo objetos apenas com a força da mente:

Cientificamente falando, para mover objetos sem tocá-los, nosso corpo precisaria disparar descargas elétricas tão fortes que criariam à nossa volta um campo eletromagnético capaz de influenciar (movimentar) os objetos ao nosso redor. Nosso cérebro já faz algo parecido com os músculos do nosso corpo, mandando impulsos elétricos para movimentá-los. Porém, esses impulsos são extremamente fracos para poder influenciar diretamente em matérias ao nosso redor, e intensificar estes impulsos implicaria em aumentar a forma como a produzimos, praticamente dando um overclock na maneira natural que criamos estas descargas elétricas – o que justifica o aumento excepcional dos batimentos cardíacos em Nina Kulagina.

Ainda assim, os cientistas são muito controversos quando à existência da telecinésia. Digamos que a opinião da maioria é de que não… não existe telecinésia, a não ser nos filmes. Experimentos como o da Nina são um caso isolado e não são servem como prova absoluta da existência desta faculdade mental/psíquica.

Quanto à telepatia, a ciência parece estar mais “confiante” quanto à sua existência. Telepatia não se limita a apenas se comunicar com outros seres através da mente, mas também engloba a adivinhação e previsão sem a ajuda dos sentidos comuns. Alguns estudos foram conduzidos no início do século XX, pelo psicólogo John Edgar Coover, da universidade de Stanford, nos Estados Unidos, onde um grupo de pessoas supostamente telepáticas teriam que transmitir e adivinhar uma série de cartas com desenhos diferentes… e a taxa de acerto destas chegou à incrível marca de 160/1. Ainda assim, John não considerou os resultados do seu experimento suficientes para chegar a uma conclusão positiva.

Dez anos após as experiências de John E. Coover, em 1927, entra em cena os experimentos de Joseph Banks Rhine (J. B. Rhine), um biologista estadunidense e pesquisador de parapsicologia.

Cartas de Zener. Clique na imagem para ampliar.

Rhine executou testes com indivíduos que se diziam telepatas sob condições bem mais controladas que os seus antecessores, envolvendo adivinhação de cartas com desenhos diversos, que ficaram conhecidas como cartas de Zener. Por ser um grande pesquisador desta área, Rhine juntou as décadas de estudo controlado e avaliações criteriosas para lançar o seu primeiro livro, o “Percepção Extra Sensorial” (Extra-Sensory Perception), alcunhando assim o termo EPS, utilizado largamente em estudos ligados à parapsicologia. Portanto, embora a ciência ainda não tenha dado o seu parecer oficial sobre o assunto, a existência da telepatia é bem mais aceita que a telecinésia. Digamos que a resposta para a existência da telepatia seja sim, embora ela não seja muito comentada. Acredita-se que, em algum ponto da nossa evolução futura, possamos nos comunicar com outros seres apenas com a nossa mente, de fato.

Independente da visão religiosa ou científica… você, o que acredita? Tem algo para nos dizer sobre algum desses assuntos? Deixe nos comentários!

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