Balão Intragástrico: preço, cuidados e riscos


Procedimento de colocação do balão é simples, mas exige alguns cuidados. Imagem: Pexels

Levar uma vida saudável e ter um corpo perfeito é o sonho de muita gente, principalmente o de quem está acima do peso. Isso não é diferente em nosso país: com uma população de aproximadamente 30 milhões de obesos (em sua maioria mulheres), o Brasil está entre os campeões mundiais “de peso”.

Na tentativa de diminuir a doença da obesidade – e consequentemente, todas as complicações causadas por ela – muitos brasileiros têm recorrido a diversas alternativas para o emagrecimento.

Uma delas, que tem sido bastante procurada principalmente por não ser tão invasiva quanto uma cirurgia bariátrica, é a colocação do balão intragástrico.

O que é o balão intragástrico?

O balão intragástrico (ou balão gástrico, como algumas pessoas preferem chamar) é um balão produzido em silicone e que é inserido no estômago do paciente através do esôfago, por meio de uma endoscopia.

Após colocado, o balão intragástrico tem a função de provocar a distensão do fundo do estômago do paciente, criando nele uma sensação de saciedade precoce, pois o balão preenche uma parte do espaço que seria ocupada com a alimentação.

O procedimento de colocação do balão não é invasivo como em uma cirurgia: com o paciente sedado, o balão (ainda vazio) é colocado pela boca, passa pelo esôfago e chega até o estômago, onde é preenchido com soro fisiológico e azul de metileno (um corante azul que não casa nenhum dano ao organismo e que será expelido na urina do paciente caso o balão se rompa).

A retirada do balão ocorre da mesma forma: ele é perfurado ainda no estômago, o seu líquido é aspirado e ele é extraído pela boca após passar pelo esôfago do paciente.

Quem pode colocar

Homens e mulheres com IMC (Índice de Massa Corporal) maior que 27 já podem colocar o balão. Entretanto, o procedimento é mais indicado em casos pré-operatórios de cirurgia bariátrica, onde o paciente não consegue emagrecer mesmo após o acompanhamento de nutricionistas e psicólogos.

Não existe uma idade mínima para a colocação do balão: ele pode ser colocado inclusive em crianças, desde que seja indicado por um pediatra.

Contra Indicações

Embora não acarrete malefícios, a colocação do balão intragástrico é contra-indicada nos seguintes casos:

  • Cirrose Hepática
  • HIV Positivo
  • Gravidez
  • Esofagite a partir do grau III
  • Alcoolismo
  • Hérnia
  • Qualquer cirurgia gástrica/bariátrica feita previamente
  • Lesão potencialmente hemorrágica no trato gastrointestinal superior
  • Insuficiência Renal Crônica

Riscos e cuidados na colocação do balão intragástrico

Pelo seu caráter não-permanente, 47% dos pacientes voltam ao peso anterior após 1 ano da retirada do balão intragástrico. Isso ocorre principalmente quando não há mudança dos hábitos alimentares, ou seja: quando o paciente continua com uma alimentação desregulada.

Quem optou por colocar o aparato deve ter em mente que o prazo de retirada é de aproximadamente 6 meses após o procedimento. Nesse meio tempo, pode ocorrer o rompimento do balão no estômago, deixando a urina com uma tonalidade azul (por conta do azul metileno). Neste caso, o paciente deve retornar ao seu endocrinologista para a retirada do mesmo.

O rompimento não ocorre de forma repentina, ou seja: o balão não “estoura” dentro do estômago do paciente. O que ocorre é semelhante ao vazamento de uma bexiga cheia de água, que vai esvaziando aos poucos caso tenha algum furo. Portanto, sem pânico para essa parte!

Durante os primeiros 21 dias após o procedimento de colocação, o paciente deve se alimentar somente de líquidos, passando a ingerir alimentos mais consistentes (como sopas) somente após esse período. Alimentos sólidos só estarão liberados após pelo menos 1 mês da colocação, e mesmo assim, em pouca quantidade.

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Sentir enjoos e cólicas nos primeiros dias é extremamente normal. Por acreditar ter “corpo estranho” dentro dele, o estômago pode tentar expelir o balão, aumentando a quantidade de suco gástrico e causando até vômitos na tentativa de expulsar o aparato. Embora seja uma fase desconfortável, essa sensação tende a passar após algum tempo.

Preço para colocação do balão intragástrico

Por ser considerado um tratamento auxiliar na obesidade e pelo seu caráter não definitivo, a colocação do balão intragástrico não é coberta pelo SUS. Por conta disso, o preço do procedimento gira em torno de R$ 10 mil a R$ 15 mil.

Cirurgia bariátrica ou balão intragástrico: qual é o melhor?

A resposta desta pergunta depende dos objetivos, do grau de obesidade e da força de vontade do paciente.

Para obesidades mais leves (com IMC de 27 a 30), o balão pode ser um bom aliado no emagrecimento, pois ajudará o paciente no controle da alimentação e na perda de peso. É importante frisar que bons hábitos, como uma boa alimentação e a prática de exercícios físicos, devem ser adquiridos pelo paciente o quanto antes. Caso contrário, ele pode retornar ao seu peso anterior após um período de retirada do balão.

Para pessoas com obesidade grau III (ou seja, com IMC acima dos 40), o balão é indicado principalmente como auxiliar pré-operatório de uma cirurgia bariátrica, ajudando no emagrecimento do paciente e diminuindo os riscos de complicações cirúrgicas e anestésicas durante a operação de redução de estômago.

Por se tratar de um procedimento relativamente caro, a colocação do balão intragástrico talvez possa ser evitada adquirindo hábitos saudáveis, como uma alimentação balanceada e a prática regular de exercícios físicos. Se sua obesidade é abaixo da grau III e mesmo assim você tem o desejo de colocá-lo, que tal tentar mais uma vez o emagrecimento natural mudando os seus hábitos? É muito mais barato e saudável.

Independente da sua escolha e necessidade, o importante é saber que você escolheu o melhor. Boa sorte com o seu emagrecimento!

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