Muita gente diz que gatos não estão nem aí para o dono, e que fazem o que querem, na hora que querem. Embora eu até concorde com a segunda parte, a primeira é um grande equívoco: os gatos têm sentimentos sim, e podem ser tão expressivos quantos os cães. Da maneira deles, claro.

Os gatos têm linguagem própria para demonstrar o que sentem. Não espere que eles venham até você balançando o rabo ou colocando a língua pra fora, pois isso é algo que os cães – e a família deles – fazem. Os felinos têm outras formas de expressar os sentimentos para o seu dono, e é sobre elas que vamos falar a partir de agora. Será que você conhece todas?

Ronronar

A forma mais clássica de demonstrar afeto é o ronronar do gato. O som característico (produzido através de impulsos rítmicos da laringe) é sinal de calma, prazer e satisfação. É quase um agradecimento em forma de som. Mas tenha muito cuidado pois ele não é apenas isso: o seu gato também pode ronronar caso esteja ferido, doente ou aflito, fazendo com que o ronrono sirva como uma solicitação, um pedido de ajuda. É só ter atenção que você certamente saberá identificar quando o ronrono for sinônimo de socorro.

Piscada

Não é todo gato que tem esse hábito, mas se o seu felino dá piscadelas lentas e longas enquanto olha pra você, esse é um grande sinal de carinho e aceitação. Eles só fazem isso quando se sentem muito confortáveis com alguém.

Por que eles fazem isso? Não existe nenhuma explicação científica ainda, mas existe uma causa: segundo Gary Weitzman, veterinário americano e autor do livro How to Speak Cat, isso acontece quando os níveis de cortisol (hormônio relacionado ao estresse) baixam. Portanto, retribua a piscadela e o seu gato certamente se sentirá tão feliz quanto você.

Esfregada

Já vi muita gente reclamar quando o gato faz isso, como se fosse um comportamento chato e interesseiro. Não, o gato não faz isso apenas quando ele está querendo algo: uma esfregadinha também é uma demonstração de saudade e felicidade ao te ver. É como se o seu gato dissesse: “Senti muito a sua falta! Que bom que você está aqui!”

Esse é um hábito antigo dos felinos. Segundo Sharon Crowell-Davis, professora de comportamento animal da Universidade de Geórgia, os gatos selvagens podem passar vários minutos se esfregando uns nos outros após voltar de uma caçada. “Eles também vão envolver suas caudas sobre as costas uns dos outros – é como um abraço humano.”

Expressões Faciais

Essa, pouca gente percebe, mas os gatos também têm expressões faciais. Por exemplo: se você conhece bem o seu gato, pode perceber quando ele está feliz ou estressado, se quer brincar ou se está afim de ficar no canto dele, só pela forma que ele olha pra você. Assim como no ser humano, os músculos faciais dos felinos ficam tensionados sob estresse, e relaxam quando estão felizes. Você consegue identificar essa forma de comunicação no seu gato?

Miado

Um bom dono pode conhecer o que o seu gato quer apenas pela forma que ele mia – seja comida, carinho, ou apenas um pedido de atenção. E sabe o que é mais interessante? O miado foi uma linguagem que o gato criou exclusivamente para se comunicar conosco, seres humanos.

É sério! Gatos não miam para se comunicar com outros gatos. O miado foi a linguagem que o gato criou para chamar a nossa atenção, de acordo com o médico veterinário e PhD em Antrozoologia, Dr. John Bradshaw. “As pessoas pensam nisso como um comportamento felino absolutamente clássico, mas é algo que eles fazem para chamar nossa atenção. […] É realmente algo que eles adotaram como uma forma de se comunicar com os seres humanos.”

Por isso, ela é uma das formas mais importantes de diálogo felino x humano. Não é sensacional isso?

Acho que agora nunca mais você vai reclamar quando o seu gato miar para você nem se esfregar em sua perna. Gatos são animais sensacionais, e mesmo que às vezes eles pareçam não estar nem aí pra gente, esses pequenos sinais demonstram o quanto eles verdadeiramente nos amam. É só prestar atenção neles.

Aproveitando… que tal retribuir todo esse carinho dando um abraço no seu gato agora mesmo? 🙂

Fonte: Revista Galileu

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